Juros compostos: você sabe como funcionam e como usar a seu favor?

Você sabia que, quando se trata de investimentos, os juros compostos podem trabalhar a favor do seu patrimônio? Eles são essenciais para a acumulação de capital ao longo do tempo e ajudam você a alcançar os seus objetivos mais rapidamente.

Isso porque, com o passar dos anos, eles capitalizam o dinheiro investido, potencializando o retorno. No entanto, é importante entender como esse mecanismo funciona para saber como ele pode ser utilizado com inteligência.

Para que não restem dúvidas sobre o tema, você aprenderá como funcionam os juros compostos e como usá-los a seu favor na hora de investir. Vamos lá?

O que são os juros compostos?

Quando falamos em juros, é comum pensarmos no impacto negativo que eles têm sobre empréstimos e financiamentos, certo? Além disso, eles costumam aparecer quando atrasamos o pagamento de uma conta — como a fatura do cartão de crédito, por exemplo. Nesses casos, eles podem ser, de fato, grandes vilões do nosso orçamento.

Se, por um lado, os juros compostos podem ser um problema para quem tem dívidas, aumentando exponencialmente a conta, por outro eles são excelentes aliados dos investidores. Afinal, a rentabilidade dos investimentos também seguirá a lógica dos juros sobre juros.

O conceito é bastante amplo e também pode ser benéfico para muita gente. Assim, o primeiro passo é entender o que ele significa.

Nos juros compostos, a taxa não incide apenas sobre o principal, mas, sim sobre o montante já rentabilizado do período anterior, ou seja, incidem também sobre os juros já recebidos — é o que chamamos de juros sobre juros. Isso causa um efeito chamado bola de neve.

Dessa forma, conforme o seu patrimônio aumenta, os juros compostos passam a incidir sobre esse novo valor atualizado do período anterior. Se pensarmos no longo prazo, os efeitos são bastante significativos e ajudam a multiplicar o valor aportado inicialmente. Bastante interessante, não é mesmo?

Quais a diferenças entre juros compostos e juros simples?

Você já sabe o que são os juros compostos. Mas também é importante saber o que muda em relação aos juros simples. Nesse último caso, a taxa sempre incide sobre o capital inicial. Ou seja, os juros incidem apenas sobre o dinheiro que foi aplicado pelo investidor. Então, não há o efeito bola de neve.

Se pensarmos no curto prazo, a diferença tende a não ser tão grande entre os juros simples e os compostos. No entanto, em prazos mais longos, a ação do tempo é exponencial sobre os seus resultados.

Para quem tem o objetivo de viver de renda, por exemplo, os juros compostos são os melhores amigos do seu dinheiro. O motivo, como você já sabe, é a base de cálculo que se torna maior a cada mês. Assim, é possível perceber um aumento no retorno obtido no longo prazo.

Dessa forma, são maiores as chances de alcançar resultados positivos mesmo investindo quantias menores. Além disso, com paciência, disciplina e planejamento, você pode aumentar seus aportes para que se torne ainda mais viável ter um bom rendimento no futuro.

Viu como, se utilizados da maneira certa, os juros compostos podem trabalhar em favor do seu dinheiro?

Como calcular os juros compostos?

Para entender melhor o funcionamento dos juros sobre juros, você precisa saber como eles são calculados. Eles podem ser representados pela seguinte fórmula matemática:

M = C(1 + i)t

Nessas variáveis, M é o montante final, C é o capital aplicado, i é a taxa de juros e t é o tempo. O cálculo pode parecer complicado, mas lembre-se de que existem inúmeras ferramentas para ajudar, como a calculadora disponibilizada pelo Banco Central.

Observe, ainda, que o tempo tem efeito significativo para elevar o rendimento. Logo, quanto mais tempo você deixar o seu dinheiro investido, maior será o montante final e mais efetiva será a sua estratégia.

Exemplo sobre a incidência dos juros compostos

Mesmo considerando as explicações acima, podem surgir dúvidas sobre seus impactos ou por que os juros compostos são tão efetivos. Então, para facilitar a compreensão, veja um exemplo prático:

Imagine que você guarda R$ 100 todos os meses em uma conta corrente. Sem investir e sem o poder dos juros compostos, em 20 anos você teria poupado R$ 24 mil. No entanto, se o montante for investido, ele será muito maior ao final desse prazo.

Para otimizar os cálculos, considere que o investimento rende uma taxa de 1% ao mês. Nesse caso, ao término do prazo, você resgataria um valor próximo a R$ 100 mil, caso a correção aconteça com juros compostos. Percebeu a diferença?

Em relação aos juros simples, a diferença também é perceptível. Isso porque os juros simples incidiriam sobre o valor de cada depósito de 100 reais, sem considerar os juros sobre juros.

Apenas para ilustrar, se você fizesse um aporte único de 24 mil, com 1% de juros simples por em 20 anos, o valor resgatado seria de cerca de pouco mais de R$ 80 mil.

Aqui, vale destacar que o cálculo não considerou a incidência de custos que podem existir, como o Imposto de Renda. Ainda assim, é fácil perceber que os juros compostos representam uma diferença considerável no retorno obtido, não é mesmo?

Veja que esse efeito é bastante significativo porque foi utilizado um exemplo de longo prazo. Portanto, quanto mais tempo você tiver disponível, mais atrativa será a ação dos juros compostos sobre o seu capital.

Qual a importância dos juros compostos?

Ao fazer investimentos, você quer ver o seu dinheiro render, certo? Nesse caso, como você viu acima, os juros compostos conseguem atuar a seu favor para aumentar o seu patrimônio, impactando a rentabilidade.

E, como eles incidem não apenas sobre o capital investido, seu impacto acaba sendo exponencial.

Exemplos de aplicações que rendem juros

Agora você sabe que os juros compostos são bastante efetivos na rentabilidade dos investimentos de renda fixa. Nesse caso, as aplicações funcionam como um empréstimo feito ao emissor, como empresas, instituições financeiras e o próprio Governo.

Assim, ao planejar seus aportes, é importante considerar estratégias que ajudem os juros compostos a agir sobre o seu patrimônio. Uma delas é conhecer as aplicações disponíveis no mercado.

Alguns exemplos são:

  • certificado de depósitos bancários (CDB);
  • letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA);
  • títulos públicos;
  • debêntures.

Vale a pena estudar o funcionamento das diferentes alternativas. Esse conhecimento é importante para encontrar as alternativas mais alinhadas aos seus objetivos, perfil de investidor e horizonte de investimento.

Agora você já sabe que, mesmo não sendo um especialista em matemática, é possível entender o conceito de juros compostos. Nos investimentos, eles trabalham a seu favor e são uma ferramenta interessante para ajudar a alcançar seus objetivos financeiros.

Fonte: Como Investir/Anbima

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29 de novembro de 2021
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